quarta-feira, 4 de agosto de 2010

LAMBRETTA NA WISH REPORT






Agora é minha vez de puxar a sardinha para o meu lado. Na próxima edição da revista Wish Report - Especial Homem (na qual trabalho), uma das estrelas da seção "Pares Ímpares", concebida pelo artista Guto Lacaz, é a minha Lambretta. Guto mistura objetos de desejo com coisas do dia a dia. Na caso da Lambretta foi com pirulitos. As fotos, sempre perfeitas são do Edson Kumasaka e a produção executiva e textos de Lili Carneiro.

Guto Lacaz
Nasceu em São Paulo, em 1948. É arquiteto pela FAU/USP e artista plástico. Em seu conjunto de obras podemos encontrar esculturas lúdicas, videoinstalações, multimídia, eletroperformances, projetos e instrumentos científicos. Participou de diversos eventos, entre eles SKY ART na USP (1986), e Water Work Project, Toronto, Canadá (1978). Lecionou comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da PUC/Campinas, em 1978-80. Foi professor do curso A Técnica e a Linguagem do Vídeo, no festival de inverno de Campos de Jordão, em 1983. Foi editor da revista Around AZ. Guto Lacaz é basicamente um artista plástico que, às vezes, cruza os terrenos da ciência e da tecnologia, sobretudo quando constrói as suas máquinas e aparelhos paradoxais ou absurdos. É uma espécie de antiengenheiro decidido a aplicar o seu know-how na desmontagem, na desorganização, na desconstrução talvez do sistema produtivo industrial.

Wish Report
Wish Report é uma publicação da Editora Nova Criação, que atende aos desejos e necessidades de um grupo especial de pessoas: os leitores de alto poder aquisitivo. A cada edição, a revista desvenda esse mundo de sofisticação de forma inovadora e inteligente, oferecendo conteúdo diferenciado para formadores de opinião de ambos os sexos. Principal publicação de lifestyle do País, apresenta reportagens sobre moda, viagem, tecnologia, gastronomia e cultura. Periodicamente, Wish Report circula com edições especiais que tratam do mercado imobiliário de luxo, arquitetura, decoração e jóias.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

CORRIDA DE LAMBRETTA, POR GUSTAVO DELACORTE


Tempos atrás, pigou na minha caixa de e-mail um pedido de informações sobre as corridas de Lambretta. Era o Gustavo Delacorte, estudante de jornalismo de Santos, que precisava fazer uma matéria para um trabalho da faculdade. E para minha supresa ele queria falar sobre as corridas de Lambretta. Na minha opinião acertou em cheio, até porque em Santos, quem nós temos? Grande Chicão. Figurinha carimbada aqui no blog. Eu daria um 10 fácil! Abaixo segue na íntegra do texto do Gsutavo, que foi pessoalmente conversar com o Chicão:

Lambrettas correndo pelas ruas, a poucos centímetros do público, extasiado pelas pequenas e endiabradas máquinas, rasgando o asfalto a cerca de 130 km/h. O cenário pode parecer distante da realidade paulista e digno de um filme europeu, mas já foi realidade nas ruas e nos canais de Santos entre as décadas de 1970 e 1980.

O comerciante Francisco Velasco experimentou a sensação da velocidade sobre duas rodas pela primeira vez em 1962. Tinha 17 anos e trabalhava em uma oficina mecânica há apenas alguns meses. Poucos, mas suficientes para despertar nele uma paixão que dura até hoje. Com o dinheiro que ganhava trabalhando na oficina, Velasco adquiriu sua primeira lambretta. “Parcelei. Pagava 10 mil por mês, com o dinheiro que eu ganhava na oficina. Aprendi tudo sobre motores com apenas seis meses de trabalho”, conta.

E foi com ela que tudo começou. Inspirado nas corridas de bicicleta promovidas por seu pai, Velasco alinhou sua motoneta com outras 85 no grid do autódromo José Carlos Pace, imortalizado pela Fórmula 1 como “Interlagos”, para a disputa de uma prova que teve seis horas de duração.

“Havia 86 lambrettas na pista. Durante a corrida, tive que parar nos boxes por um problema mecânico. Demorei para voltar, pois precisei encontrar o defeito e arrumá-lo. Sabe em que colocação fiquei? Trigésimo oitavo”, conta. “Mas fiquei mal depois da prova. Foram seis horas, sem troca de pilotos. Não conseguia abrir as minhas mãos na hora de descer da moto. Para soltar dos manetes, tive que tirar as mãos como se ainda estivesse os segurando”, completa, simulando o drama vivido.

Velasco correria novamente em Interlagos, inclusive com motocicletas maiores em tamanho e potência. Mas, antes, teria disputas, digamos, bem mais emocionantes, pelas ruas de diversas cidades do interior de São Paulo, entre elas Santos.

“Foi daí que começou. Corri em Rio Claro. Peguei o quarto lugar, se não me engano. Depois, mudei para Assis. As corridas eram sempre na rua. Minha primeira corrida foi em Rio Claro, mas em Assis tinham muitas também”.

O apoio para correr em cidades diferentes vinha das prefeituras e de amigos que também corriam. “Geralmente, um caminhão da prefeitura levava das motos. Em Assis, por exemplo, a levavam para Presidente Prudente quando havia corridas lá”.

“Na Baixada Santista, corri umas 20 vezes. Teve no Casqueiro, em Cubatão. Passava pela Avenida 9 de Abril. Em Vicente de Carvalho também teve. Em Santos, foram muitas. Embora tenha vindo morar aqui em 1968, só passei a fazer parte da organização mais ou menos em 1980”, diz.

Na primeira vez em que veio correr em Santos, Velasco morava em São Paulo. “Um amigo trouxe minha lambretta para Santos em seu caminhão. Nós (os corredores) tínhamos muitas dificuldades para tudo. Lembro de ter corrido no canal quatro, pois me lembro de passar por ele durante a corrida. Também houve no canal sete. O trajeto passava pela casa do Pelé (hoje, no lugar, há um prédio), pela praça onde fica o Rebouças. Também teve corrida na Vila Belmiro”.

As provas eram organizadas pelo Santos Moto Clube, que Velasco chegou, inclusive, a presidir quando passou a se envolver com a coordenação das provas na região. “O Santos Moto Clube organizava as provas, pois era filiado da Federação Paulista de Motociclismo, e corria atrás de tudo, troféus, e patrocínio, quando dava. Era bem organizado. Tinha que mandar um ofício para a secretaria de esportes. Tinha que ter policiamento e ambulâncias, se não a prefeitura não autorizava”.

Não existia patrocínio fixo ou prêmios em dinheiro para os vencedores. Apenas a paixão pela velocidade e pelas lambrettas os movia. “O que dá dinheiro é a Fórmula 1. Nós corríamos apenas pela paixão”, diz Velasco. O público prestigiava bem as provas na Baixada Santista, mas as corridas ferviam mesmo nas cidades do interior de São Paulo, onde verdadeiras multidões compareciam nos locais marcados para acompanhar as corridas.

“No interior era bem mais forte. Em Presidente Prudente, havia um ‘troféu transitório’, como na Copa do Mundo. Quem ganhava duas vezes seguidas levava. E eu o ganhei”, revela.

O veterano das duas rodas conta ainda que, em uma corrida disputada em São Paulo, recebeu o troféu das mãos do então governador da Capital. Uma vez, corri na Vila Maria, em São Paulo. Sabe quem foi entregar? O Carvalho Pinto, governador na época. Não lembro o ano exato, 65, 67, por aí”.

Rivalidade

As disputas ácidas pelas ruas geravam certa rivalidade entre as cidades. Certa vez, Velasco foi alvo dessa rivalidade, quando uma torcedora resolveu lhe acertar “casacadas” toda vez que passava por ela na pista, em uma corrida no interior. “A cada volta que eu passava, levava uma casacada. Eu nem conhecia a mulher, aí quando fui ver no fim da corrida, a minha esposa na época estava se atracando com ela. Passei uma vergonha naquele dia”, conta, aos risos. “A rivalidade existia, mas nada comparada com a dos estádios de futebol, tanto que tenho medo de ir em jogos”, completa.

Motoball

Outro esporte de rua curioso, pouco conhecido na história da cidade, foi o motoball. Consistia em uma partida de futebol em que os jogadores atuavam em cima de lambrettas, e jogavam com uma cerca de três vezes maior que a normalmente usada nos gramados.

“O motoball em Santos nasceu de uma iniciativa minha, junto a um amigo. Os times eram formados de colegas nossos. Teve umas oito vezes na cidade, por aí...”. Devido à falta de interesse, Velasco não promoveu mais o esporte. “Acabou pelas dificuldades. Até porque a lambretta ficou cada vez mais rara. Se fosse pra fazer algo parecido hoje, teria que ser com uma moto atual. Naquela época tinha lambretta pra caramba, mas ninguém se interessava, então fiquei desiludido. As motos eram minhas. Depois do jogo, tinha que fazer manutenção, limpar, mas ninguém ajudava. Só queriam sentar e brincar, aí complica”, lamenta.

Hoje, Velasco é dono de uma adega e divide seu tempo com trabalho, mulher e filhos. Mas ainda arruma intervalos para se dedicar às lambrettas. Ele possui uma do ano 1950, recentemente restaurada.

“Hoje eu me entreguei à bebida, pois montei uma adega”, brinca. “Mas eu amo o motociclismo, não tem jeito. Tenho pouco tempo para minha lambretta, mas trato ela com muito carinho. Meu filho, quando era menor, me perguntava ‘por que você quer essa porcaria?’. Hoje ele vive me perguntando quando vai poder andar nela”, diz Chicão, que também correu na categoria Sport, e de MotoCross.

sábado, 31 de julho de 2010

DOMÍNIO PRÓPRIO

Prestes a completar 2 anos, o Lambretta Brasil virou gente grande e agora tem o seu próprio domínio na rede www. Obrigado a todos vocês que sempre dão uma espiada aqui o blog.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

GARAGEM PARA SUA SCOOTER


– Amor, comprei uma coisa nova hoje.
– E o que é? Estou curiosa! Me conta.
– É uma garagem!

Pois é. Em 1962, você poderia comprar para sua Scooter (no meu caso diga-se Lambretta) uma garagem esclusiva, só para ela. A estrura pré-fabricada incluia até rampa de acesso! Manda uma lá para casa. Mais um anúncio publicado na revista Scooter & Thee Wheeler, Abril 1961.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PICTUREGOER - 22 DE FEVEREIRO DE 1958

Mais uma revista para a biblioteca. Picturegoer, de 22 de fevereiro de 1958, estrelando uma Lambretta LD. Na chamada de capa só tem estrelas: de Frank Sinatra a Elvis Presley. Via E-bay.

terça-feira, 27 de julho de 2010

PARABÉNS MOTOCICLISTA

27 de julho é o dia Nacional do Motociclista

Parabéns para você Motociclista, apaixonado por essas máquinas de 2 rodas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

LAMBRETTA USA PIRELLI

Anúncio da Pirelli, publicado na revista Scooter & Thee Wheeler, Abril 1961.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

CHOOSE YOUR NEW SCOOTER FOR 1961




Já fazia um tempo que não comprava revistas de época, até porque o nosso Mercado Livre está em fraco... Então tive de ir ao E-bay. Acabei comprando essa edição da Revista Scooter & Three Wheller, de Abril de 1961. Demorou quase 3 semanas, mas chegou.

Nessa edição, a revistra faz uma matéria com todos os lançamentos do ano de 1961. Confesso que não conchecia inúmeros modelos. Além das máterias, vou postando uma série de anúncios de época: pneus, acessórios, óleos e etc, com marcas que estão no mercado até hoje.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

BASTIDORES DO DIA DA ENTREGA


Como disse o Leonardo Dueñas em seu blog (http://motonetaseafins.blogspot.com), a Lambrettinha ficou pronta aos 48 minutos do segundo tempo. Mas foi a tempo de ir para o Páteo do Colégio no último dia 4. Essas são algumas fotos que fui fazendo enquanto o China fazia os últimos ajustes. E por último, de volta para casa, ao lado da irmã moderninha.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PAI, PADRASTO E CRIATURA

Essa foi a grande hora. Sábado, véspera do encontro, quase 10 horas da noite. A hora de sentar e sair andando com a Lambretta, da oficina direto para casa. Esse aí da esquerda é o China, o cara que durante esse quase 1 ano e meio de restauração me aturou. O da direita sou eu. Não podia deixar de agradecer pelo maravilhoso trabalho. Se prepara China, que vem mais trabalho para você. Valeu.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

VII ENCONTRO DE JUNDIAÍ

Para colocar na agenda e levar a Lambretta para passear.

DATA
28 e 29/08/2010

HORÁRIO
A partir das 9:00 hs

LOCAL
Grêmio CP Sede de Campo - Rua Maria Negrini Negro, 791 - Caxambu - Jundiaí - SP

INGRESSO
1 kg de alimento não perecível

quarta-feira, 14 de julho de 2010

VESPA PARKING ONLY

Tempos atrás, mais precisamente entre abril de 2008 e março de 2009, tive a oportunidade de trabalhar junto com o designer Cassio Leitão. Durante a minha passagem pelo seu studio, um dia ele me disse que queria fazer uma viagem. Mas não uma simples viagem, mas uma volta pela América, de Norte a Sul. Alguns meses se passaram e um dia ele chega no studio e me fala: "Vou fazer a viagem que tinha te falado." Acompanhei o início da preparação da viagem, da escolha do carro, da personalização, do roteiro e outros detalhes. Acabei saindo do studio, mas não perdi o contato com o Cassio. Eu acompanhando seus preparetivos e ele acompanhando a minha restauração da Lambretta. Em dezembro do ano passado, Cassio e família (Paula, Dora e Vicente) partiram na sua aventura. Semana passada avisei que a Lambretta havia nascido. Acompanho a aventura deles pelo blog, e neste post, o Cassio fez uma foto clássica, para os amantes dos motores 2 tempos. Valeu Cassio. E se quiserem acomapnhar a aventura da família Leitão é só acessar o blog. Voltem logo.

3 Américas 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CRACHÁ - 7º ENCONTRO MOTO E CIA

Esse aí foi o crachá do encontro do Páteo do Colégio.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

3º ENCONTRO DE MOTOS ANTIGAS NO PÁTEO DO COLÉGIO

Ainda sobre o encontro no Páteo do Colégio, fui pegar um poster para guardar e acabei conseguindo um postal da 3ª edição. Pelas minhas contas deve ser de 2006.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

7º ENCONTRO DE MOTOS ANTIGAS NO PÁTEO DO COLÉGIO

Após as fotos da estréia da minha Lambretta, sugue uma geral do que aconteceu no último domingo, lá no Páteo do Colégio. O dia de sol ajudou e muita gente tirou os brinquedos da garagem e apareceu por lá.


Lambretta Strandard 1958
Lambretta Strandard 1958Lambretta LI
Lambretta LI 1965
Lambretta LD
Lambretta LD 1958
Lambretta LILambretta LI 1962
Lambretta LI 1967
Lambretta Cynthia 1973
Lambretta LI com Side Car 1962
Lambretta LI 1962Lambretta Xispa 1973Lambretta LI 1962





segunda-feira, 5 de julho de 2010

AVANT-PREMIÈRE NO PÁTEO DO COLÉGIO

Nasceu. Após 2 anos e 3 meses ela ficou pronta. Bancos, frisos, pintura, mecânica e milhões de outros detalhes. Mas valeu a pena. Ainda faltam pequenos detalhes para deixá-la 100%. O resultado? Não poderia ser melhor. Estréia no 7º Encontro do Páteo do Colégio. Fui e voltei rodando com ela. Apenas um probleminha. O cabo do acelerador está prendendo. Mas isso é fácil. Já esta coçando a mão para começar outra... um LD? Cynthia? Standard? Ainda não sei...